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Desafios de Ratinho Jr. na disputa eleitoral do Paraná em meio à polarização política

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Cinco anos após o fim da Lava Jato, o Paraná ainda sente os impactos eleitorais da operação, que podem influenciar decisivamente a continuidade do grupo político liderado por Ratinho Jr. (PSD) no governo do estado. A presença do ex-juiz Sérgio Moro (PL) e do ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) entre os concorrentes traz uma nova dinâmica à disputa, especialmente em um momento em que o tema da corrupção e dos desvios éticos domina o debate público, exacerbado pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF).

A agenda anticorrupção, que se revela um aspecto favorável a Moro e Dallagnol, tem se mostrado atraente para o eleitorado paranaense, que, nas últimas eleições, inclinou-se para o conservadorismo de centro-direita, o que garantiu a Ratinho Jr. dois mandatos consecutivos. Contudo, a situação atual apresenta desafios significativos para o governador, que tem enfrentado uma série de tropeços políticos e, a menos de um mês do primeiro turno, sua liderança e prestígio estão sob ameaça.

Murilo Hidalgo, diretor do instituto Paraná Pesquisas, ressalta que “será muito difícil enfraquecer a liderança do Moro”. Uma possível derrota, após dois mandatos, significaria um grande revés na trajetória de Ratinho Jr., que é filho do apresentador de TV Carlos Massa, conhecido como Ratinho. O governador controla um império econômico que abrange diversas áreas, incluindo comunicação e agronegócio.

Com o primeiro turno se aproximando, Ratinho Jr. considera se licenciar do cargo para se dedicar integralmente à campanha de seu candidato. Essa estratégia o transformaria em uma espécie de “dublê de candidato”, com o objetivo de transferir parte de seu capital político e eleitoral para Alex, já que a administração atual tem uma avaliação positiva.

Entretanto, no círculo próximo ao governador, há divergências em relação a essa decisão. Entre os problemas enfrentados, destaca-se a necessidade de fortalecer sua imagem em um ambiente eleitoral cada vez mais competitivo, enquanto as pesquisas refletem uma crescente popularidade de Deltan Dallagnol, que atualmente lidera as intenções de voto com 30,8%, seguido por Alexandre Curi (Republicanos) com 28,4%, Gleisi Hoffmann (PT) com 25,7% e Filipe Barros (PL) com 22,9%.

Esses dados foram coletados em um levantamento do instituto Paraná Pesquisas, que entrevistou 1.280 eleitores em 56 municípios entre 31 de agosto e 2 de setembro, apresentando uma margem de erro de 2,8 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. Outra pesquisa realizada pelo Real Time Big Data, que ouviu 1.600 eleitores de 4 a 8 de setembro, também registrou uma margem de erro de dois pontos percentuais, com o mesmo nível de confiança, sendo ambas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com informações jota.info

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