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Desempenho econômico do Chile surpreende com retração no início de 2023

Kast

A economia do Chile apresentou um desempenho abaixo das expectativas no primeiro trimestre de 2023, com uma retração de 0,3% no Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao trimestre anterior. Essa queda é mais acentuada do que a mediana de -0,2% prevista por analistas. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o PIB também registrou uma diminuição de 0,5%, conforme informações do banco central do país.

José Antonio Kast, que assumiu a presidência em 11 de março, havia prometido um crescimento anual do PIB de 4% até o final de seu mandato, em contraste com os atuais níveis próximos de 2,5%. Para alcançar essa meta, o governo planeja implementar cortes de impostos corporativos, estimular investimentos e reduzir os gastos públicos. No entanto, em um curto período, o governo de Kast já enfrentou desafios, como a maior alta nos preços dos combustíveis desde 1980, influenciada pela escalada dos preços do petróleo devido à guerra no Oriente Médio.

Em resposta a esse cenário, analistas começaram a revisar suas previsões de crescimento para o ano, além de elevar as expectativas de inflação. O economista-chefe para América Latina da Pantheon Macroeconomics, Andrés Abadía, projetou um crescimento de aproximadamente 1,5% do PIB até 2026, citando a continuidade de condições financeiras restritivas, fraca demanda externa e ociosidade no mercado de trabalho como fatores limitantes para a recuperação econômica.

O setor de mineração também contribuiu para o resultado negativo, apresentando uma queda de 1,3% em relação ao trimestre anterior, enquanto o restante da economia teve uma redução de 0,1%. O governo chileno estima que a economia possa crescer pouco acima de 2% em 2026, à medida que avança com reformas destinadas a incentivar investimentos e reduzir gastos, conforme afirmou o ministro da Fazenda, Jorge Quiroz.

Atualmente, um projeto de lei que propõe a redução de impostos para empresas e subsídios ao emprego está em tramitação no Congresso. O ministro Quiroz expressou expectativas de que as principais propostas sejam aprovadas até junho, apesar da fragmentação da base parlamentar.

Recentemente, a inflação anual acelerou para 4% em abril, impulsionada pela alta dos combustíveis, que resultou no maior aumento mensal dos preços ao consumidor desde 2022. O banco central manteve a taxa básica de juros em 4,5% ao longo deste ano, e sua estratégia será reavaliada conforme novas informações forem disponibilizadas.

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