Tulsi Gabbard, que ocupava o cargo de diretora de inteligência nacional dos Estados Unidos, anunciou sua saída do governo de Donald Trump na sexta-feira, 22. Gabbard renunciou para apoiar seu marido, que foi diagnosticado com uma forma rara de câncer ósseo. Ela permanecerá em suas funções até o dia 30 de junho, quando Aaron Lukas, seu vice, assumirá a direção interina do órgão.
Além de Gabbard, outras figuras proeminentes do gabinete de Trump já deixaram suas posições. Pam Bondi, que atuou como procuradora-geral e liderou o Departamento de Justiça, pediu demissão em abril de 2026. Sua saída foi atribuída ao descontentamento de Trump com a forma como ela lidou com o caso Jeffrey Epstein, que envolveu a liberação de documentos sobre o bilionário falecido em 2019. Embora Trump tenha elogiado Bondi em sua conta na rede social Truth Social, sua saída também foi marcada por críticas ao ritmo das investigações conduzidas pelo Departamento de Justiça.
Kristi Noem, que servia como secretária de Segurança Interna, deixou o cargo em março de 2026. Apesar de apoiar as rígidas políticas de imigração do governo, incluindo deportações em massa, Noem desagradou Trump por sua tendência à autopromoção e por críticas ao governo. Markwayne Mullin foi designado como seu sucessor.
Outro nome que se destacou foi o de Chavez-DeRemer, que comandava o Departamento do Trabalho e pediu demissão em abril de 2026. Sua saída ocorreu em meio a uma investigação sobre alegações de má conduta e consumo excessivo de álcool durante o trabalho. Keith Sonderling, que ocupava uma posição inferior no departamento, assumiu o cargo após sua saída.
As renúncias e substituições no governo Trump refletem um período de instabilidade e descontentamento entre os membros da equipe, com a pressão pública e questões internas influenciando decisões importantes. A expectativa é que essas mudanças impactem a dinâmica do governo e a implementação de políticas até o fim do mandato de Trump em 2025.