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Dois anos de desafios e avanços da Lei Maria da Penha no STF

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Em agosto de 2026, a Lei Maria da Penha celebra duas décadas de promulgação. Para marcar a data, o Supremo Tribunal Federal (STF) programou para 13 de agosto o julgamento do Tema 1412 da repercussão geral. Esse tema aborda a possibilidade de aplicação das medidas protetivas da lei em casos de violência de gênero que não ocorrem no âmbito doméstico, familiar ou afetivo. As sustentações orais relacionadas a este caso foram realizadas em maio.

Desde sua promulgação, a Lei Maria da Penha tem sido frequentemente analisada pelo STF. Em 2012, a lei foi objeto da Ação Declaratória de Constitucionalidade 19, que visava esclarecer divergências sobre sua aplicação, além da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4424, que questionava a necessidade de representação da vítima para que a ação penal prosseguisse.

Uma das inovações mais significativas trazidas pela Lei Maria da Penha foi a mudança na percepção da violência doméstica, que deixou de ser considerada um crime de menor potencial ofensivo. Essa mudança garantiu que os casos fossem tratados com a seriedade que merecem, permitindo que os processos seguissem mesmo sem a representação da vítima. O STF, em julgamento unânime, reconheceu a constitucionalidade das alterações trazidas pela lei.

Outro ponto importante que o STF analisou foi a ampliação das proteções previstas na Lei Maria da Penha. Em 2025, o Mandado de Injunção 7452 estendeu as proteções da lei a casais homoafetivos do sexo masculino, incluindo travestis e mulheres transexuais. Com o julgamento do Tema 1412 em 2026, novas discussões sobre a extensão das proteções estão prestes a ocorrer no plenário do STF.

Além dessas questões, o reconhecimento da importância da celeridade na resposta do Estado em casos de violência doméstica foi um aspecto fundamental abordado pelo STF. Em 2022, o tribunal analisou a Ação Direta de Inconstitucionalidade 6138, reafirmando que a rapidez na resposta pode ser crucial para interromper ciclos de violência que, ao longo do tempo, podem culminar em feminicídios. Essa constatação destaca a necessidade de que as ferramentas da Lei Maria da Penha continuem a ser aplicadas de maneira efetiva e abrangente.

Enquanto os esforços para conscientização social permanecem essenciais, a eficácia da Lei Maria da Penha é um tema que exige atenção constante. A proteção prevista na legislação deve ser ampliada e efetivada, para que se possa garantir a segurança e o respeito aos direitos das mulheres em todas as situações de violência.

Com informações jota.info

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