O evento intitulado "Vozes da Rota – Encontro Estadual sobre o Corredor Bioceânico e os Povos Originários" contou com a presença de aproximadamente 60 representantes de seis etnias indígenas de Mato Grosso do Sul. A iniciativa, promovida pelo Governo do Estado por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), teve como objetivo principal apresentar o andamento das ações relacionadas à Rota Bioceânica e fomentar um diálogo mais próximo com as comunidades indígenas que poderão ser impactadas pelo projeto.
Entre as etnias participantes estavam Terena, Kadiwéu, Atikum, Guarani, Guarani Kaiowá e Kinikinau. O subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários da Secretaria de Cidadania, Devanilson Paz, também esteve presente no encontro. Uma das decisões tomadas durante a reunião foi a escolha do dia 29 de junho como data para que cada povo indique seus representantes na comissão permanente que fará parte da estrutura de governança dos Povos Originários vinculada ao Corredor de Capricórnio.
Este movimento é considerado inovador entre os governos subnacionais que integram a Rota Bioceânica. A programação do evento incluiu a apresentação do panorama atual das obras e da governança do corredor, conduzida por Danniele Paiva, assessora especial de Integração do Corredor Bioceânico Capricórnio da Semadesc. Durante sua fala, ela ressaltou que as obras da ponte binacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta já estão com mais de 90% de execução, além de discutir os mecanismos de governança que envolvem Brasil, Paraguai, Argentina e Chile na construção do corredor de integração sul-americana.
A secretária-executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais da Semadesc, Karla Nadai, enfatizou que um dos principais resultados do encontro foi garantir um espaço para que as comunidades indígenas pudessem expressar suas percepções, expectativas e propostas em relação ao Corredor Bioceânico. O encontro, portanto, se mostra como uma oportunidade para fortalecer a participação dos Povos Originários nas decisões que impactam suas vidas e suas terras.
Além disso, a iniciativa é parte do esforço contínuo do Governo do Estado para assegurar que as vozes dos povos indígenas sejam ouvidas e consideradas nas Políticas Públicas que envolvem a implementação do Corredor Bioceânico. O evento também simboliza um passo importante na construção de uma governança mais inclusiva e representativa, permitindo que as etnias indígenas tenham um papel ativo nas discussões que envolvem seu futuro e desenvolvimento regional.