A estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) é baseada em um modelo de gestão tripartite, onde União, estados e municípios dividem responsabilidades no financiamento e na execução das ações de saúde. Esse modelo organiza desde a vacinação até atendimentos hospitalares, garantindo que os recursos sejam direcionados aos serviços utilizados pela população.
O financiamento da saúde pública é dividido entre três níveis de governo: a União, responsável por repasses e políticas estratégicas; os estados, que coordenam a rede regional de saúde; e os municípios, que executam a maior parte dos serviços. Os recursos são transferidos por meio de um sistema chamado “fundo a fundo”, onde o Fundo Nacional de Saúde repassa valores para os fundos estaduais e municipais.
Na prática, o Governo do Estado desempenha um papel central na organização e na distribuição dos recursos, facilitando a execução do SUS. Os recursos públicos financiam diversas áreas da saúde, como atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), serviços de urgência e emergência, consultas, exames, cirurgias, programas de vacinação, além da manutenção de hospitais e pagamento de profissionais de saúde.
Em 2025, Mato Grosso do Sul investiu mais de R$ 2,95 bilhões em ações e serviços públicos de saúde, sendo R$ 2,39 bilhões provenientes de recursos próprios do Estado, o que corresponde a 12,26% da receita estadual. Esse investimento é considerado essencial para o funcionamento da rede de saúde e para ampliar o acesso da população aos serviços disponíveis.