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Estreitos estratégicos: como a crise em Ormuz afeta o comércio global

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A atual crise no Estreito de Ormuz abalou o comércio global e trouxe de volta riscos de interrupções nas cadeias de suprimentos. Vias navegáveis estreitas são essenciais para o transporte internacional de bens, mas sua vulnerabilidade pode impactar severamente a economia mundial.

Os estreitos são corredores naturais de água que conectam mares e oceanos, desempenhando papel crucial no comércio, transporte de pessoas e operações militares. Apesar de suas pequenas dimensões nos mapas, possuem grande valor econômico e geopolítico.

O Estreito de Ormuz, atualmente em destaque, conecta o Golfo Pérsico ao Mar Arábico e tem uma largura de 34 km em seu ponto mais estreito. Por ali, transitam cerca de 20 milhões de barris de petróleo diariamente, além de grandes volumes de comércio de cargas secas, representando uma parte significativa da demanda global.

Outros estreitos, como Bab al-Mandeb e o Canal de Suez, também são vitais. Bab al-Mandeb liga a Península Arábica ao nordeste da África e é um ponto crítico para o comércio de petróleo. O Canal de Suez, por sua vez, é um atalho fundamental que conecta a Ásia à Europa, reduzindo distâncias e atraindo uma grande parcela do comércio mundial.

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