Os Estados Unidos começaram a empregar o FLM-136 'Lucas', um drone de ataque de baixo custo, na guerra contra o Irã. Este equipamento foi desenvolvido a partir de tecnologia iraniana, utilizando engenharia reversa de um drone kamikaze fabricado pelo Irã, conhecido como Shahed. O projeto foi concluído em menos de dois anos, rompendo o padrão tradicional do Pentágono que prioriza sistemas caros e de desenvolvimento longo.
O drone possui um alcance de aproximadamente 800 km, autonomia de seis horas e um custo que varia entre US$ 10 mil e US$ 55 mil por unidade, valores consideravelmente inferiores aos dos mísseis de cruzeiro Tomahawk, que custam pelo menos US$ 2 milhões cada. Essa nova estratégia visa garantir munição acessível e abundante em conflitos de alta intensidade, como uma possível disputa com a China.
Autoridades de Defesa informaram que o Lucas já foi utilizado em ataques a instalações militares iranianas, incluindo fábricas de drones e pontos de defesa aérea. Um ex-dirigente do Departamento de Defesa descreveu o drone como “o Toyota Corolla dos drones”, ressaltando sua simplicidade e robustez, projetado para produção em larga escala.
O Pentágono controla a propriedade intelectual do Lucas e está distribuindo sua produção entre diferentes fabricantes, com a capacidade prevista de centenas de unidades mensais. O Corpo de Fuzileiros Navais encomendou cerca de 6.000 drones, com foco inicial no Indo-Pacífico, embora parte tenha sido redirecionada ao Oriente Médio. Especialistas alertam, no entanto, sobre a incerteza do desempenho do Lucas em ambientes complexos, além da falta de sistemas eficazes de defesa antidrone nos EUA, permitindo que milícias apoiadas pelo Irã continuem a utilizar drones contra bases americanas.