Os Estados Unidos e o Irã estavam em negociação para um cessar-fogo de 45 dias, mediado pelo Paquistão. A proposta incluía a suspensão dos ataques norte-americanos a alvos iranianos e a interrupção dos lançamentos de mísseis do Irã contra vizinhos árabes. No entanto, ambos os países não chegaram a um consenso sobre os termos do acordo. A Casa Branca rejeitou a proposta, enquanto o Irã afirmou que só aceitaria um fim permanente das hostilidades.
As ameaças entre os dois lados aumentaram após o colapso das negociações. O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu sobre represálias severas ao Irã caso não haja recuo, enquanto o governo iraniano prometeu uma “retaliação devastadora”. Além disso, Trump busca garantir a segurança do estreito de Ormuz, vital para a produção de petróleo mundial, enquanto o Irã ameaça atacar embarcações associadas aos EUA na região.
Trump acredita que a pressão sobre o Irã não pode ser sustentada por muito tempo e que as instalações militares iranianas já estão comprometidas. Com a proximidade das eleições de meio de mandato, ele enfrenta a urgência de manter sua popularidade, que pode ser afetada pela escalada do conflito.
Recentemente, 155 aeronaves foram mobilizadas para resgatar um piloto de um caça abatido, evidenciando o esforço dos EUA para evitar uma desmoralização semelhante à do Vietnã. A situação permanece tensa, com o Irã contando com o apoio de aliados como Rússia e China em meio às crescentes tensões.