Os Estados Unidos confirmaram que o cessar-fogo com o Irã permanece em vigor, mesmo diante de episódios de tensão no Estreito de Ormuz. As afirmações foram feitas pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, e pelo chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, durante uma coletiva de imprensa no Pentágono.
Hegseth ressaltou que não há planos para uma ampliação do conflito. Ele declarou: "Não vamos envolver uma guerra com o Irã em algum projeto de construção de nação". O secretário também mencionou a existência de um "corredor de passagem segura" que facilita o tráfego de navios comerciais na região, indicando uma preocupação com a segurança marítima.
As declarações dos EUA ocorrem em um momento em que os preços do petróleo registraram queda, uma reação ao anúncio de que o cessar-fogo com o Irã continua em vigor, apesar dos recentes ataques provenientes dos Emirados Árabes Unidos. Essa situação ocorre em um cenário mais amplo, em que o presidente brasileiro, Lula, planeja se reunir com Donald Trump para fortalecer sua posição em meio a uma crise com o Congresso.
Caine, por sua vez, avaliou que as ações iranianas ainda estão em um nível contido. Ele afirmou que a situação atual é caracterizada por "fogo de assédio de baixo nível", e que os episódios recentes não ultrapassam o "limiar de retomada de grandes operações de combate". Essa análise sugere uma abordagem cautelosa por parte dos EUA em relação ao Irã, evitando qualquer escalada militar.
Quando questionado sobre o que define esse limite para a reinicialização do combate, o general Caine destacou que essa decisão não cabe ao comando militar, mas sim a instâncias políticas superiores. Ele também comentou que o Irã parece estar buscando manter sua relevância no cenário internacional, o que pode influenciar suas ações futuras na região.