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Ex-Delegado condenado por homicídio é libertado após 11 anos de prisão

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O ex-delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, Geraldo do Amaral Toledo Neto, obteve liberdade após cumprir 11 anos de pena pela morte da adolescente Amanda Linhares Santos, de 17 anos. Ele foi condenado a 18 anos e nove meses de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e fraude processual. O alvará de soltura foi expedido pelo Poder Judiciário no dia 12 de setembro e sua libertação ocorreu em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Toledo estava detido no Presídio de Andradas, localizado no Sul de Minas Gerais, e foi transferido para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional de Contagem, conhecido como Ceresp Contagem, de onde foi solto dois dias após a transferência. A condenação aconteceu em 2015, em um julgamento que durou três dias, realizado em Ouro Preto, sob a supervisão da juíza Lúcia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva.

A morte de Amanda Linhares Santos ocorreu em abril de 2013, na estrada que liga Ouro Preto ao distrito de Lavras Novas. De acordo com o processo, a jovem estava em um relacionamento com Geraldo Toledo e, durante uma discussão, foi atingida por um tiro na cabeça. Testemunhas relataram que viram o ex-delegado discutindo com a adolescente dentro de um veículo.

Após o disparo, um carro com características semelhantes ao de Toledo foi visto deixando Amanda, que havia sido baleada, em uma unidade de pronto-atendimento em Ouro Preto. No momento, ele não se identificou e alegou que a jovem havia tentado se matar. No entanto, exames periciais contradisseram essa versão, já que não foram encontrados vestígios de pólvora nas mãos da adolescente.

Amanda foi transferida para um hospital em Belo Horizonte, onde ficou internada por 50 dias, mas não sobreviveu aos ferimentos. A Polícia Civil, na época, informou que a jovem havia registrado um boletim de ocorrência contra Toledo por agressão, um mês antes do crime. Além disso, as investigações revelaram que o ex-delegado já havia sido preso em 2011 por suspeita de envolvimento em uma quadrilha dedicada ao roubo de caminhões e falsificação de documentos, além de ter sido denunciado pelo Ministério Público (MP) no mesmo ano por prevaricação.

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