RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Exército de Israel ordena evacuação no sul do Líbano após ataque do Hezbollah

ayaf1p1a7gnmjfq2vbknic4y1

Na manhã desta sexta-feira (5), o Exército de Israel emitiu um alerta de evacuação imediata para os habitantes de diversas localidades no sul do Líbano. A decisão se deve à preparação de novos ataques aéreos destinados a posições do grupo Hezbollah, que, segundo as autoridades israelenses, violou os termos do recente acordo de cessar-fogo ao realizar ataques contra o território israelense.

De acordo com informações oficiais das Forças de Defesa de Israel (FDI), o ataque do Hezbollah resultou em danos a funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU). O Exército israelense relatou que a organização lançou morteiros que atingiram uma posição da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), resultando na morte de um membro da ONU e ferindo outros dois.

A confirmação do ataque foi fundamentada na análise da trajetória de lançamento, que indicou claramente a responsabilidade do Hezbollah. O porta-voz da IDF, Avichay Adraee, divulgou um comunicado às 3h15, instruindo os civis a deixarem suas residências imediatamente e a se dirigirem a áreas abertas ao norte do rio Zahrani, um local considerado seguro a cerca de 40 quilômetros da fronteira.

O alerta de evacuação abrange áreas localizadas de forma estratégica ao longo da costa entre as cidades de Tiro e Sidon, afetando especialmente os municípios de Sarafand e Saksakiyeh, além de vilarejos como Arnaya, Anqoun e Kfar Fila. Essa nova ofensiva militar ocorre menos de 48 horas após o anúncio do cessar-fogo, que já estava sob tensão desde quinta-feira (4), quando o líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou as condições do acordo durante uma transmissão ao vivo na emissora Al Manar.

Durante a transmissão, Qassem exigiu a retirada total e definitiva das forças israelenses do sul do Líbano, prometendo que a resistência armada continuaria ativa enquanto houvesse tropas estrangeiras no território libanês. Em resposta, Israel adotou uma postura de hostilidade, com o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmando que as forças armadas israelenses possuem total liberdade de ação e contam com o apoio diplomático dos Estados Unidos para reagir a qualquer movimentação hostil.

Essa situação de desacordo agrava ainda mais o quadro humanitário na região, que enfrenta intensos combates desde março de 2026. De acordo com as autoridades de saúde locais, os confrontos já resultaram em milhares de vítimas e forçaram mais de um milhão de pessoas a abandonarem suas cidades em busca de segurança. A retomada dos avisos de bombardeio diminui as perspectivas de conciliação e mantém o fluxo contínuo de civis refugiados em direção ao norte do Líbano.

Veja também

A edição de 2026 do Arraial de Santo Antônio está em pleno andamento, com mais de 300 voluntários...
Uma pane mecânica em um caminhão no deserto do Saara resultou na morte de 49 nigerianos que estavam...
Em um encontro inusitado, Ronaldinho e Lamine Yamal se enfrentaram em um divertido desafio de embaixadinhas. O evento,...