O Flamengo encerrou sua participação na Libertadores com uma eliminação nas semifinais que expôs dificuldades ofensivas ao longo dos dois confrontos contra o Estudiantes. A equipe carioca não balançou as redes em nenhuma das partidas e, segundo dados do SofaScore, levou 140 minutos para registrar sua primeira finalização no alvo no mata-mata, o maior intervalo para um time acertar a meta adversária nesse tipo de disputa na base de dados da plataforma desde 2017. No total, foram apenas três finalizações certas nos dois jogos.
Na partida de ida, em La Plata, o time sequer conseguiu acertar a meta adversária. No jogo de volta, diante de um Maracanã lotado, o cenário não foi muito diferente. A torcida criou atmosfera de decisão, mas o campo não correspondeu. O Flamengo teve posse de bola e tentou ocupar o campo adversário, porém esbarrou em erros técnicos e decisões equivocadas no momento de transformar domínio territorial em perigo real.
Mesmo com um jogador do Estudiantes expulso aos cinco minutos do segundo tempo, o Rubro-Negro não conseguiu aproveitar a superioridade numérica durante todo o restante da etapa final. Faltou velocidade na circulação, precisão nas combinações e criatividade para criar situações claras de finalização. As mudanças do técnico Leonardo Jardim também foram questionadas: Arrascaeta, em recuperação de uma fratura no punho esquerdo, entrou aos 19 minutos do segundo tempo, e o treinador só voltou a mexer na equipe aos 37', quando promoveu as entradas de Bruno Henrique, Ayrton Lucas e Plata. As alterações pouco mudaram o panorama da partida.
O desempenho de Pedro também ficou abaixo do esperado. O centroavante venceu algumas disputas de pivô, mas não conseguiu dar ao ataque a presença e a eficiência necessárias para mudar o rumo do confronto. A má fase do camisa 9 persiste justamente em um momento em que o time precisava de seu artilheiro nas partidas decisivas.
A eliminação não aconteceu apenas na marca da cal. Foi construída ao longo de dois jogos em que o Flamengo esteve muito abaixo do próprio potencial. Os erros nas cobranças de pênaltis selaram o destino rubro-negro, mas o futebol insuficiente já havia colocado a classificação em risco muito antes. Agora, o foco da equipe se volta para o Brasileirão, com o alerta ligado para os problemas que apareceram na competição continental.
Com informações otempo.com.br