O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se posiciona como pré-candidato à presidência, utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira (13) para criticar a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Ele argumentou que as punições aplicadas pelo STF variaram entre seu pai, Jair Bolsonaro, e o presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Flávio defendeu Jair Bolsonaro, que se encontra preso desde agosto do ano passado por tentativa de golpe de Estado, afirmando que ele é um "injustiçado" e "perseguido". O senador enfatizou que "justiça não se faz com dois pesos e duas medidas", ao afirmar que a situação atual não representa um ambiente democrático.
A comparação entre os casos de Jair Bolsonaro e Luís Inácio Lula da Silva gerou reações, especialmente do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que se manifestou em suas redes sociais. Ele ressaltou que as circunstâncias não são comparáveis, uma vez que no caso de Lula não havia uma decisão judicial que restringisse suas manifestações públicas.
Farias ainda insinuou que Flávio Bolsonaro teria utilizado a violação da medida cautelar como uma tática política. Ele afirmou que Flávio "não leu a carta de Jair Bolsonaro por ingenuidade", lembrando que existia uma proibição judicial sobre o uso das redes sociais pelo ex-presidente, tanto direta quanto indiretamente.
Além disso, o ministro Alexandre de Moraes decidiu proibir Flávio Bolsonaro de visitar seu pai, que cumpre prisão domiciliar. Essa determinação foi tomada após o senador ter lido uma carta do ex-presidente em apoio à sua pré-candidatura, onde Jair Bolsonaro se refere a Flávio como "porta-voz".
Moraes destacou que a reincidência de condutas semelhantes foi o que motivou a prisão de Jair Bolsonaro em agosto de 2025. Essa decisão levanta discussões sobre a aplicação da justiça e o tratamento diferenciado entre figuras políticas no país.
Com informações midiamax.com.br