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Flávio Bolsonaro se inscreve para audiência nos EUA sobre tarifas a produtos brasileiros

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O senador Flávio Bolsonaro, que se apresenta como pré-candidato do PL à Presidência, formalizou sua inscrição nesta segunda-feira (22) para participar de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A audiência está agendada para o dia 6 de julho, em Washington, e é um evento crucial, visto que o prazo para a adoção das tarifas sobre produtos brasileiros se encerra em 15 de julho.

Na sua solicitação ao USTR, Flávio pediu a oportunidade de discursar presencialmente por cinco minutos, destacando sua posição como senador e pré-candidato. O senador ressaltou que já discutiu a questão diretamente com o ex-presidente Donald Trump e com o secretário de Estado, Marco Rubio, em um contexto que envolve a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

O governo brasileiro já se manifestou em relação às tarifas, afirmando que 21% do que o Brasil exporta seria afetado por essa medida. Além disso, o governo rebateu as acusações feitas pelos EUA que justificariam a recomendação das tarifas, considerando-a inconsistente.

Em entrevista, o empresário e jornalista Paulo Figueiredo revelou que Flávio pretende argumentar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria promovendo essas tarifas com objetivos eleitorais, além de afirmar que as medidas não atendem às metas desejadas. O senador também deve defender alternativas que não penalizem a população, mas sim os responsáveis pela questão.

O documento enviado ao USTR pelo gabinete de Flávio Bolsonaro deixa claro seu posicionamento contra a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e contra qualquer restrição ao sistema de pagamentos Pix. O senador deve propor uma solução negociada, enfatizando a importância de um mecanismo bilateral de negociação com um cronograma e estrutura de acompanhamento que mantenha a pressão dos Estados Unidos, enquanto busca-se um entendimento mútuo.

O texto também menciona que um futuro governo brasileiro, que se considere reformista, poderia ter uma postura mais alinhada aos interesses dos Estados Unidos, abordando questões como o favorecimento ao Pix, acordos comerciais preferenciais e acesso ao mercado de etanol. Além disso, destaca preocupações com a insegurança jurídica e o desmatamento.

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