A Copa do Mundo Feminina de 2027, programada para ocorrer no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho, é vista por Formiga como uma oportunidade valiosa para "mudar vidas" e impactar positivamente a realidade de inúmeras meninas. A ex-jogadora da Seleção Brasileira, aos 48 anos, considera que este será o primeiro Mundial feminino realizado na América do Sul, representando um marco histórico para o desenvolvimento do futebol feminino na região, que ainda enfrenta desafios relacionados à falta de estrutura e oportunidades.
Durante um evento do Esporte Cria, promovido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) em São Paulo, Formiga enfatizou como a competição pode gerar um legado significativo que transcende o âmbito esportivo. "Estamos diante de uma chance única para transformar a realidade do futebol feminino na América do Sul. Enfrentamos diversas adversidades ao longo do caminho, mas sempre acreditamos que o futebol feminino brasileiro teria sua oportunidade", comentou a ex-volante.
Formiga ressaltou que a realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil pode ser um catalisador para revelar talentos que, atualmente, têm dificuldade em se desenvolver no país. Para ela, a competição pode mudar a percepção a respeito do futebol feminino, que ainda é subestimado por muitos. "Há muitos talentos no futebol feminino, mas a falta de oportunidades faz com que cada nação perca esses talentos. Este é um momento crucial para mudarmos a mentalidade de quem ainda não acredita que o futebol feminino é um esporte transformador", afirmou.
A ex-jogadora também expressou esperança de que a competição inspire uma nova geração de jogadoras e promova um maior investimento na modalidade. O Mundial no Brasil, segundo ela, representa uma chance de criar um ambiente mais favorável para que meninas se tornem atletas e possam ter um futuro promissor no esporte.
Formiga, que é uma referência no futebol feminino, acredita que a Copa do Mundo pode não apenas elevar o perfil do esporte, mas também oferecer uma plataforma para que meninas em toda a América do Sul possam sonhar e alcançar seus objetivos. Com sua experiência e visão, ela se posiciona como uma voz importante na luta por mais igualdade e oportunidades no futebol feminino, enfatizando que a Copa do Mundo de 2027 pode ser um divisor de águas para a modalidade na região.
Com informações otempo.com.br