Fortes chuvas e inundações devastaram diversas áreas da província de Hunan, na China, resultando na morte de ao menos 22 pessoas e deixando 20 desaparecidas. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 20, pela agência de notícias oficial do país. A situação crítica levou ao deslocamento de mais de 19 mil moradores, que foram forçados a deixar suas casas devido às condições climáticas adversas.
As chuvas, descritas como "sem precedentes", impactaram várias regiões da China nos últimos dias, segundo a emissora estatal CGTN. O fenômeno resultou na suspensão de aulas e atividades laborais, além da mobilização de recursos financeiros para auxiliar as vítimas. Com as casas inundadas, estradas danificadas e comunicações interrompidas, as autoridades estão realizando operações de resgate para socorrer aqueles que ainda se encontram em áreas afetadas.
De acordo com a Xinhua, o acumulado de chuvas em Hunan alcançou impressionantes 339 milímetros em um intervalo de 24 horas, encerrando às 7h da manhã de segunda-feira, 18. Em algumas localidades, a situação foi ainda mais crítica, com uma das cidades registrando 240 milímetros de chuvas em um período de poucas horas, estabelecendo novos recordes históricos para a região.
Na província vizinha de Hubei, as ruas se transformaram em verdadeiros rios, forçando equipes de resgate a utilizarem botes infláveis para ajudar os moradores que ficaram ilhados. As operações de resgate seguem em andamento, com o objetivo de minimizar os impactos do desastre.
Em resposta à calamidade, as autoridades do governo chinês alocaram 120 milhões de yuans, o equivalente a US$ 17,6 milhões, para ajudar as vítimas do desastre, abrangendo cinco regiões afetadas. Esse valor foi destinado na terça-feira, 19, como parte dos esforços para mitigar os danos causados pelas inundações.
Desastres naturais e eventos climáticos extremos são recorrentes na China, especialmente durante o verão, quando algumas áreas enfrentam chuvas torrenciais, enquanto outras sofrem com ondas de calor intensas.