Diante da expectativa de uma delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o governo federal iniciou ações para se desvincular de acusações relacionadas ao Banco Master. O objetivo é neutralizar os "pontos sensíveis" que ligam o escândalo ao PT da Bahia, especialmente à ala baiana do partido, que tinha relações com Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.
Líderes governistas reconhecem que as investigações em curso alimentam a narrativa de corrupção, favorecendo a oposição. Há menções nos bastidores sobre a possibilidade de Augusto Lima também optar por uma colaboração. Em resposta, o governo pretende usar o termo “Bolsomaster” para rotular a crise e direcionar a responsabilidade a gestões anteriores, especialmente ao governo de Jair Bolsonaro.
A estratégia inclui a divulgação de que Vorcaro assumiu o controle do banco e que o crescimento do Master ocorreu durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central, sem a devida investigação. O foco será também em atacar o senador Flávio Bolsonaro, utilizando o material que vincula seu governo ao escândalo.
Enquanto isso, Flávio Bolsonaro defende investigações sobre ministros do governo Lula, mencionando Guga Lima e Rui Costa. O presidente Lula também é citado pelo encontro que teve com Vorcaro fora da agenda, mediado pelo ex-ministro Guido Mantega, o que adiciona mais complexidade à situação.
Com informações cnnbrasil.com.br