Edson Natalício de Oliveira Gomes, de 35 anos, foi recapturado após ter rompido a tornozeleira eletrônica que utilizava enquanto cumpria pena pelo latrocínio de Breno Luigi Silvestrini, 18 anos, e Leonardo Batista Fernandes, 19 anos. O crime, que chocou a cidade de Campo Grande, ocorreu em 30 de agosto de 2012.
A prisão foi realizada pela equipe da Força Tática da 11ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), que cumpriu o mandado de prisão contra Edson. Desde outubro de 2025, ele estava no regime semiaberto, mas se tornou foragido em março de 2026 após romper o dispositivo de monitoração.
O latrocínio de Breno e Leonardo envolveu um grupo de criminosos que se uniu com o objetivo de roubar veículos de luxo. Naquela noite, eles se dirigiram ao 21 Bar em um Fiat Uno azul, onde esperaram as vítimas saírem. O grupo, que contava com a participação de Rafael, Weverson, Dayani e um adolescente, já havia planejado o crime com Raul de Andrade, que financiava as ações.
No bar, o grupo decidiu roubar uma Pajero, avaliada na época em aproximadamente R$ 60 mil. Ao se aproximarem do veículo, Breno e Leonardo foram rendidos e colocados à força na Pajero. Em seguida, o grupo se dirigiu à região do Indubrasil, onde, sob ameaças, Rafael atirou na cabeça dos jovens, que morreram no local.
Após o crime, os integrantes do grupo tentaram fugir com o veículo, mas foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas proximidades de Corumbá. Dayani, que estava com os criminosos, tentou negar sua participação, mas foi descoberta e presa. A investigação da Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (Defurv) conseguiu desvendar o crime em menos de 24 horas.
Os réus envolvidos no latrocínio de Breno e Leonardo foram condenados a penas severas. Weverson Gonçalves Feitosa, conhecido como ‘Japa’, recebeu 60 anos de reclusão e pode ir para o semiaberto em setembro de 2034. Dayani Aguirre Clarindo, de 32 anos, foi condenada a 50 anos e 2 meses, enquanto Raul de Andrade Pinto, de 26 anos, terá que cumprir 36 anos e 4 meses. Rafael da Costa Silva, de 30 anos, foi condenado a 62 anos e 8 meses, com previsão de semiaberto em 2035. Edson Natalício, por sua vez, cumpre pena de 29 anos e 4 meses.
Com informações midiamax.com.br