O efetivo cumprimento das leis é essencial para a inclusão das pessoas com síndrome de Down. Na audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos, representantes de associações de apoio ao segmento ouvido cobraram inclusão no mercado de trabalho e educação eleitoral.
A senadora Damares Alves, presidente da Comissão de Direitos Humanos, avaliou que inclusão é dever jurídico e imperativo civilizatório. Ela mencionou que a quantidade de pessoas com deficiência no Brasil é significativa e que persistem barreiras estruturais e históricas que comprometem o pleno desenvolvimento dessas pessoas.
Elenilva Solidade da Silva Coutinho, presidente da Associação DF Down, cobrou o reconhecimento da inserção das pessoas com síndrome de Down no mercado de trabalho. Ela lamentou que as pessoas com deficiência sofram as consequências do preconceito, da falta de informação e da subestimação de suas capacidades pessoais.
Nadja Nara Camacam de Lima Quadros, fisioterapeuta neurofuncional, apontou as barreiras ao acesso à informação e à compreensão do processo eleitoral pelas pessoas com deficiência intelectual. Ela propôs a implementação de programas permanentes de educação eleitoral inclusiva.