O interventor-geral do contrato do Consórcio Guaicurus, Aléxandro Adriano Lisandro de Oliveira, foi responsável pela intervenção na concessão dos serviços de água e esgoto em Cuiabá (MT), onde sua atuação levou à troca de empresas prestadoras de serviços. A mudança ocorreu após a junta interventora identificar que a administração existente não estava apta a implementar melhorias necessárias. O advogado ressaltou que a situação em Cuiabá era bastante crítica e que, após a sucessão empresarial, a nova entidade demonstrou capacidade de realizar investimentos significativos.
A prefeita Adriane Lopes (PP) anunciou, no dia 16, a intervenção no contrato de concessão do transporte coletivo de Campo Grande, com prazo de 180 dias. Ao término desse período, a junta interventora poderá sugerir o retorno do Consórcio Guaicurus, a realização de uma nova licitação ou a sucessão por uma empresa que demonstre interesse em assumir os serviços, similar ao que ocorreu em Cuiabá. O advogado enfatizou que essa transição é legalmente viável, desde que se comprove a incapacidade de investimento da empresa atual.
Em 2015, Aléxandro Adriano Lisandro atuou como um dos diretores na Arsec (Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Cuiabá) e posteriormente foi presidente da comissão responsável pela intervenção. Essa comissão elaborou o relatório que recomendou a intervenção no contrato da concessão.
Em 30 de novembro de 2016, a Prefeitura de Cuiabá anunciou a nova empresa que assumiria os serviços, após identificar fatores que comprometiam a execução contratual. O relatório destaca a deterioração dos serviços de transporte coletivo em Campo Grande, operados pelo Consórcio Guaicurus, afirmando que os problemas são recorrentes e não isolados.
A situação da frota é alarmante; a comissão aponta que o índice de reprovação nas inspeções de segurança veicular aumentou de 5,4% em 2020 para 18,6% em 2025. A prefeita Adriane Lopes já havia declarado que o Consórcio descumpria o contrato e que a substituição de 235 ônibus, cerca de metade da frota, era imprescindível. Ela enfatizou que desde o início de sua gestão, vinha cobrando o cumprimento das obrigações contratuais, deixando claro que a responsabilidade deve ser compartilhada entre o município e a empresa.
Com informações midiamax.com.br