A perícia criminal concluiu que a morte de Ely da Silva Quevedo, de 53 anos, não se configura como feminicídio. A arquiteta faleceu no dia 13 de abril, após um incidente em que foi atropelada pela caminhonete conduzida por seu ex-marido, na BR-163, Em Campo Grande.
No momento do ocorrido, o ex-casal, que estava em processo de separação, discutia dentro do veículo enquanto transitavam pela rodovia. Durante a discussão, Ely teria saído do carro em movimento, resultando em sua queda e subsequente atropelamento pela roda traseira da caminhonete.
O ex-marido de Ely foi inicialmente levado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para prestar depoimento, mas foi liberado logo em seguida. A possibilidade de feminicídio não foi descartada de imediato pelas autoridades que investigavam o caso.
Após a realização de uma série de investigações e análises periciais, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) chegou à conclusão de que a arquiteta saiu voluntariamente do veículo em movimento. As apurações incluíram a revisão de vídeos do local, exames no carro e na vítima, além da análise da dinâmica do acidente.
A perícia não encontrou indícios de luta no interior do carro, lesões defensivas em Ely ou qualquer outro sinal que pudesse sugerir uma intervenção física por parte do motorista. A nota emitida pela perícia criminal afirma que a morte ocorreu devido a uma ação exclusiva da própria vítima, não havendo elementos que pudessem responsabilizar o motorista pelo ocorrido.
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira, situada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, disponibiliza atendimento 24 horas por dia, incluindo fins de semana. A instituição oferece diversos serviços, como a Defensoria Pública, o Ministério Público, a Vara Judicial de Medidas Protetivas, além de suporte social e psicológico.
Com informações midiamax.com.br