As pesquisas internas do Partido dos Trabalhadores (PT) indicam que as investigações ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, têm gerado impactos negativos nas campanhas de reeleição do presidente Lula e de Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo.
Fontes revelam que, embora a situação não tenha alcançado um ponto crítico, o sinal já é considerado "amarelo". Os dados das pesquisas de acompanhamento, ou trackings, mostram que, apesar de Lula não ter perdido apoio significativo, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, recuperou sua posição anterior ao episódio conhecido como "Dark Horse".
Além disso, as análises qualitativas demonstram que o eleitor indeciso, que antes estava aberto a ouvir as propostas de Lula, agora se afastou, retomando a aproximação com Flávio Bolsonaro. Essa mudança de comportamento eleitoral é vista como uma preocupação para a campanha petista.
As investigações sobre Lulinha e as conexões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, que recebeu valores da lobista Roberta Luchsinger, também têm gerado reflexos na candidatura de Fernando Haddad. A percepção é de que o eleitor paulista tende a ser mais conservador e, portanto, mais sensível a questões relacionadas à corrupção.
Com a oposição buscando preservar provas contra Lulinha e coletando assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), o cenário político se torna ainda mais complexo para os candidatos do PT. A situação exige um monitoramento constante, à medida que as eleições se aproximam e as dinâmicas eleitorais vão se intensificando.