O Corregedor-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul afastou compulsoriamente os investigadores Célio Rodrigues Monteiro e Edivaldo Quevedo da Fonseca. Ambos foram presos na Operação Iscariotes, realizada pela Polícia Federal e Receita Federal, na última quarta-feira (18). Além dos policiais civis, a operação também cumpriu mandados contra um policial militar da reserva e três policiais rodoviários federais aposentados.
Na sexta-feira (20), foi publicada a dispensa dos investigadores, que perderam suas funções de chefia. Célio, conhecido como "Manga Rosa", ocupava a chefia de seção na delegacia de Sidrolândia, enquanto Edivaldo atuava na 5ª DP da Capital, também como chefe de seção. Na segunda (23), o afastamento compulsório foi oficializado, incluindo o recolhimento de armas e demais pertences públicos, além da suspensão de senhas de acesso aos bancos de dados da instituição.
A decisão foi assinada pelo Corregedor-Geral da Polícia Civil, delegado Clever José Fante Esteves, e publicada no Diário Oficial do Estado. A Operação Iscariotes cumpriu mandados em Campo Grande e Dourados, com algumas ações em residências de policiais, e também teve alvos em Minas Gerais, onde os eletrônicos contrabandeados eram recebidos.
A organização criminosa investigada é especializada na importação irregular de eletrônicos de alto valor, que eram trazidos sem a documentação fiscal e a regularização necessária. Após a entrada dos produtos no Brasil, os eletrônicos eram distribuídos, muitas vezes disfarçados em cargas lícitas. A operação resultou na interdição de quatro lojas de uma empresa envolvida, localizadas no Camelódromo de Campo Grande.
Com informações midiamax.com.br