O cessar-fogo estabelecido entre EUA e Irã enfrenta instabilidade logo em seu primeiro dia. O Irã fechou novamente o Estreito de Ormuz e expressou a ameaça de romper a trégua, especialmente após a remoção de uma postagem do embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, que anunciava a chegada de uma delegação a Islamabade para negociações com os EUA.
Na mensagem anterior à exclusão, Moghadam mencionou que, apesar do ceticismo da população iraniana em razão das supostas violações do cessar-fogo por Israel, a delegação estava a caminho para discussões sérias baseadas em 10 pontos propostos pelo Irã.
A situação se agrava com os recentes ataques israelenses no Líbano, considerados os mais intensos desde o início do conflito. Israel atacou mais de 100 centros de comando e bases do Hezbollah, resultando em 250 mortes e 1.100 feridos, conforme informações do IDF. O governo israelense assegurou que suas ações no Líbano não estão vinculadas à trégua com o Irã.
O vice-chanceler iraniano, Saeed Khatibzadeh, descreveu os ataques como uma violação grave do cessar-fogo, enfatizando que os EUA precisam escolher entre a guerra e a paz, não podendo ter ambas simultaneamente.
Além disso, surgem divergências sobre o programa nuclear iraniano. Enquanto Trump afirmou que o Irã havia concordado em interromper o enriquecimento de urânio, Mohammed Bager Qalibaf, presidente do parlamento iraniano, sustentou que o acordo permite a continuidade deste processo. Trump reiterou em sua conta na Truth Social que o Irã deve permanecer