O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, revelou que o país tem mantido comunicação com os EUA, mas ainda não foi possível alcançar um acordo final. Em declarações feitas nesta sexta-feira, 29, Baghaei destacou que as conversas estão centradas no término da guerra, enquanto os tópicos relacionados ao programa nuclear não estão sendo abordados em profundidade nesta fase das negociações.
Baghaei também mencionou que o Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica, está sob "medidas especiais" desde o início do conflito e permanece fechado para embarcações militares consideradas "hostis". No entanto, ele assegurou que navios comerciais têm conseguido transitar pela área em coordenação com as autoridades iranianas, garantindo a continuidade do comércio na região.
Em meio a essa situação, o porta-voz do Irã expressou que o país, em parceria com Omã, busca estabelecer mecanismos que protejam seus interesses e a segurança nacional. O objetivo é também tranquilizar a comunidade internacional sobre a navegação segura na rota, em um momento de estagnação nas tratativas com Washington sobre o controle do Estreito de Ormuz, que possui grande relevância geopolítica.
Os EUA, por sua vez, argumentam que a área se refere a "águas internacionais" e, portanto, não deveria estar sob controle exclusivo de qualquer país. Essa divergência sobre a soberania e controle da região continua a ser um ponto crítico nas relações entre os dois países, dificultando a possibilidade de um entendimento político.
Além disso, Baghaei comentou sobre as declarações do ex-presidente Donald Trump, descrevendo-as como uma "mistura de verdade e falsidade". Essa análise sugere uma desconfiança em relação à narrativa apresentada por Trump sobre a situação atual e as possibilidades de um acordo entre as nações.