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Irã promete retaliar contra portos do Golfo após bloqueio marítimo dos EUA

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O Irã emitiu uma ameaça de ataque a todos os portos do Golfo Pérsico caso suas instalações sejam atacadas por forças dos Estados Unidos. Essa escalada ocorre após o anúncio dos EUA sobre a implementação de um bloqueio marítimo aos portos iranianos. Nesta manhã, o preço do petróleo Brent teve um aumento de 7%, atingindo US$ 102 o barril.

O comando das Forças Armadas iranianas afirmou que "a segurança dos portos na região é de todos ou de ninguém". Teerã classificou a ação dos EUA como "um ato de pirataria" e reafirmou a intenção de manter controle permanente sobre o Estreito de Ormuz, mesmo após o término da guerra. A Guarda Revolucionária do Irã alertou que qualquer navio militar que se aproximar do estreito será considerado uma violação do cessar-fogo.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que esteve à frente da delegação em negociações recentes, respondeu diretamente ao presidente americano: "Se você lutar, nós lutaremos". O bloqueio foi anunciado por Trump após a falha das conversas no Paquistão, que não resultaram em acordo devido a divergências relacionadas ao programa nuclear iraniano.

Trump declarou que qualquer iraniano que atacar os EUA ou embarcações pacíficas será "DESTRUÍDO!". O Comando Central dos EUA confirmou que o bloqueio, que começou às 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira, será aplicado de forma a afetar embarcações de todas as nações que desejam entrar ou sair dos portos iranianos, incluindo aquelas no Golfo Árabe e no Golfo de Omã.

Entretanto, a medida não se aplica a navios que estejam apenas transitando pelo Estreito de Ormuz em direção a portos que não sejam iranianos. Trump, em declarações, afirmou não se importar com a possibilidade de o Irã retornar às negociações, enquanto o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, destacou que, apesar de alguns entendimentos, divergências ainda persistem sobre temas centrais.

A situação também pode afetar a China, que é a principal compradora do petróleo iraniano. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, expressou que o bloqueio ameaça o comércio global, pedindo calma e contenção de ambos os lados. Ghalibaf ainda comentou sobre a possibilidade de aumento nos preços dos combustíveis nos EUA, sugerindo que os americanos logo sentirão falta dos preços atuais nos postos de gasolina.

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