O Irã está considerando permitir que embarcações naveguem pelo lado de Omã do Estreito de Ormuz sem o risco de ataques. Essa proposta surge nas negociações em andamento com os Estados Unidos e depende da formalização de um acordo para prevenir novos conflitos, conforme informações de uma fonte ligada a Teerã.
Essa medida, embora vista como um gesto, pode não trazer benefícios imediatos para os centenas de navios que aguardam para atravessar essa importante rota, que representa cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito.
O porta-voz da Organização Marítima Internacional, agência das Nações Unidas, expressou apoio a qualquer iniciativa que assegure a passagem segura de navios, destacando a relevância do esquema de separação de tráfego estabelecido para essa área. A proposta sinaliza um afastamento das posturas mais agressivas adotadas pelo Irã recentemente, que incluíam a cobrança de tarifas para a passagem de navios.
A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã resultou na maior interrupção do fornecimento global de petróleo e gás, devido ao bloqueio de tráfego pelo estreito. Desde o início do conflito, centenas de embarcações estão retidas no Golfo Pérsico.
Ainda não há confirmação se houve uma resposta dos Estados Unidos à proposta iraniana, que busca restaurar a normalidade no trânsito pelo estreito, o que existia há décadas, apesar das frequentes apreensões de embarcações por Teerã.
O Estreito de Ormuz, que possui apenas 34 km de largura, é uma passagem crucial entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico, sendo vital para o fornecimento de energia e outros produtos essenciais provenientes do Oriente Médio.