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Iranianos criticam exigências dos EUA em negociações sobre o Estreito de Ormuz

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A imprensa do Irã destaca que Os Estados Unidos têm feito "exigências excessivas" nas negociações relativas ao Estreito de Ormuz, uma via crucial para o transporte internacional de petróleo. As discussões entre os dois países tiveram início em Islamabad, Paquistão, no último sábado, 11, com a confirmação de que as conversas estão ocorrendo de forma direta, contando com a presença de representantes do Paquistão.

Após cinco horas de diálogo, as negociações já passaram por duas pausas e foram retomadas para uma nova rodada, conforme informações da agência estatal iraniana. Os EUA são representados pelo vice-presidente JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump. O Irã, por sua vez, enviou uma delegação de 70 integrantes, chefiada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

A retomada das negociações é marcada pelo movimento de três navios-tanque que transportam cargas da Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes, sinalizando o restabelecimento do fluxo na região após um bloqueio imposto por Teerã, que havia elevado o preço do barril a US$ 120. O encontro ocorre após a declaração de um frágil cessar-fogo de duas semanas em um conflito que já deixou milhares de mortos e está em sua sétima semana.

O Irã havia bloqueado o Estreito de Ormuz, e a reabertura desse canal foi o foco de um ultimato de Trump, que ameaçou consequências severas caso Teerã não agisse. Além disso, Washington busca que o Irã abandone seu programa nuclear e o desenvolvimento de mísseis balísticos.

Por outro lado, o Irã manifestou a intenção de manter o controle sobre o estreito e exige a retirada das forças dos EUA de suas bases na região, além de defender o direito do país a continuar o enriquecimento nuclear. Durante o encontro com representantes do Paquistão, a delegação iraniana apresentou suas condições para pôr fim ao conflito.

O prolongamento da guerra impactou fortemente o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial. A situação levou a uma escalada nos preços do petróleo, com o valor do Brent, referência internacional, subindo de aproximadamente US$ 70 para mais de US$ 119 em determinados momentos.

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