Em uma entrevista ao programa CNN 360º, realizada na quarta-feira (27), o estrategista Jorge Gerez compartilhou suas impressões sobre a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Gerez aconselhou o senador a abandonar uma postura de tensão, enfatizando a importância de mostrar sua verdadeira identidade, suas propostas e a equipe que o apoia. No entanto, ele observou que a campanha decidiu seguir por um caminho mais conflituoso.
Gerez fez uma comparação direta entre Flávio e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ressaltando uma diferença significativa em suas abordagens. Enquanto Jair Bolsonaro costumava se cercar de cidadãos durante suas aparições, Flávio, , tem encontrado mais políticos do que eleitores comuns. Essa diferença pode impactar a forma como os eleitores percebem cada um dos candidatos.
O estrategista também analisou o cenário político atual, observando que a maioria dos brasileiros anseia por mudanças, com pesquisas indicando que 81% da população deseja uma nova direção. Contudo, tanto o lulismo quanto o bolsonarismo não se configuram como alternativas viáveis para essa mudança. Para Gerez, a percepção popular é de que esses grupos não representam a transformação que a sociedade busca.
Gerez ainda abordou o problema da chamada "terceira via", que enfrenta desafios tanto semânticos quanto políticos. Ele argumentou que ao se referir a uma terceira via, o discurso acaba reforçando a ideia de um terceiro colocado, o que pode prejudicar a imagem de potenciais candidatos.
No que diz respeito à direita, o estrategista alertou que a presença de quatro candidatos destacados pode levar à "canibalização" entre eles, favorecendo a candidatura de Lula, que se apresenta como o único nome consolidado da esquerda. Gerez fez avaliações sobre os pré-candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), apontando que a campanha de Zema cometeu um erro ao se distanciar de Bolsonaro, de quem ele foi um forte apoiador.
Sobre Renan Santos, Gerez o caracterizou como um representante do "voto antissistema", que tem ganhado força nas últimas eleições, incluindo a de 2018, com a ascensão de Bolsonaro. Ele também mencionou que Renan Santos já alcançou 17% nas intenções de voto em algumas análises, comparando-o ao novo Paulo Marçal, caso a situação permaneça inalterada. Quanto a Caiado, Gerez expressou que ele possui potencial para se destacar como um excelente senador.