O juiz Ricardo Tseng Kuei Hsu, atuando em um dos Juizados Especiais Cíveis do Foro de Itaquera, localizado na Zona Leste de São Paulo, decidiu pela penhora dos bens da ex-deputada Carla Zambelli. Essa ação judicial foi motivada pelo não pagamento de uma dívida que totaliza R$ 17 mil. A sentença foi emitida na última terça-feira, dia 19, e divulgada no Diário de Justiça nesta quarta-feira, 20.
A condenação que resultou na dívida decorre de um caso em que Zambelli foi processada pelo fotógrafo Peter Marcelo Silva Legnaro Leone. Em 2022, a ex-deputada utilizou uma fotografia do profissional sem os devidos créditos, o que levou à condenação inicial, onde Zambelli saiu vitoriosa. Contudo, em recurso, a 3ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que ela deveria indenizar o fotógrafo em R$ 5 mil por danos morais e R$ 3,9 mil em danos materiais, totalizando R$ 8,9 mil.
O valor da dívida ultrapassou os R$ 17 mil em decorrência de juros e correção monetária, uma vez que a condenação foi formalizada em maio de 2025. Além disso, a ex-deputada também deve arcar com os honorários advogatícios referentes ao recurso na segunda instância. Zambelli foi intimada a quitar a dívida em junho do ano passado, mas não efetuou o pagamento.
A situação de Carla Zambelli se complica ainda mais devido a outras condenações. Ela foi sentenciada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sua participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após a condenação, a ex-deputada deixou o Brasil em junho de 2025 e se dirigiu à Itália, país onde possui cidadania. Desde julho de 2025, Zambelli está detida em um presídio italiano a pedido da Justiça brasileira, que está buscando sua extradição.
Além disso, a ex-deputada já havia sido condenada a 5 anos e 3 meses de prisão pelo STF por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, em um episódio que envolveu a perseguição a um homem nas ruas de São Paulo, próximo às eleições de 2022.