A Justiça negou o terceiro pedido de liberdade do ex-prefeito Alcides Bernal, que está detido desde a morte do fiscal tributário Roberto Mazzini, ocorrida em março de 2026. A defesa de Bernal solicitou a revogação da prisão preventiva após o término da fase de instrução do processo, mas a decisão do juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, foi pela manutenção da custódia.
O magistrado argumentou que não houve fato novo que justificasse a alteração da situação do réu, mantendo os fundamentos das decisões anteriores que decretaram sua prisão. O juiz ressaltou que o encerramento da instrução criminal não implica, por si só, na revogação automática da prisão preventiva, uma vez que persistem indícios e materialidade em relação ao crime.
Além disso, Garcete destacou que a condição de idade e comorbidades de Bernal não são suficientes para justificar a prisão domiciliar. A decisão reafirma que essa modalidade de prisão deve ser concedida apenas quando demonstrada a inadequação do tratamento médico na unidade prisional onde o acusado se encontra.
Com o processo em fase final, a ação contra Alcides Bernal já conta com mais de 10 testemunhas ouvidas. O juiz abriu o prazo para que a Promotoria de Justiça apresente suas alegações finais, seguidas pela assistência de acusação, que inclui os familiares de Mazzini. A habilitação da família como assistentes de acusação foi autorizada recentemente, após um pedido formal feito em abril.
O assassinato de Roberto Mazzini ocorreu em 24 de março de 2026, quando ele se dirigiu a um imóvel que pertenceu a Bernal, mas que foi leiloado para ele no ano anterior. Mazzini foi alvejado por dois tiros enquanto tentava tomar posse do imóvel, e o Corpo de Bombeiros, acionado às 14h, não conseguiu salvá-lo.
Alcides Bernal se entregou à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário após o crime, enquanto o chaveiro que presenciou o ocorrido foi encaminhado ao Centro Integrado de Polícia Especializada. A situação do ex-prefeito continua em um momento crítico, com a Justiça mantendo sua prisão enquanto o caso avança.
Com informações midiamax.com.br