O Reino Unido impediu que o rapper Kanye West, agora conhecido como Ye, viajasse ao país para ser a atração principal do Wireless Festival de Londres em julho. A decisão foi motivada por seus comentários antissemitas e pela celebração do nazismo, resultando no cancelamento do festival e reembolso para os portadores de ingressos.
O organizador do festival, Republic, informou que a permissão de West para entrar e se apresentar no país foi retirada. A medida ocorre após pressão sobre o governo britânico, que já enfrentava a retirada de patrocínios por parte de várias empresas após o anúncio da presença do artista no evento.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o artista nunca deveria ter sido convidado para o festival, destacando que a proteção do público e a defesa dos valores são prioridades. Na tentativa de se justificar, Ye se ofereceu para se reunir com a comunidade judaica do Reino Unido, alegando que seu objetivo era promover unidade e paz através da música.
Apesar de ter se apresentado nos Estados Unidos e na Cidade do México este ano, Ye já foi impedido de entrar na Austrália após lançar uma música que promove o nazismo. Ele se desculpou publicamente por expressões de admiração a Adolf Hitler e pela utilização de imagens de suásticas, atribuindo seu comportamento a questões de saúde mental não tratadas.