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Khamenei convoca nações islâmicas a SE unirem contra EUA e Israel

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Sayyid Mojtaba Khamenei, Líder Supremo do Irã, convocou os países islâmicos a se unirem em um movimento para estabelecer uma nova ordem na região, excluindo a presença militar dos Estados Unidos (EUA) e de Israel. A declaração foi divulgada em uma carta nesta terça-feira (26), durante o evento anual de peregrinação à Meca, que atrai milhões de muçulmanos de diversas partes do mundo.

A mensagem de Khamenei ocorreu no contexto do Hajj, a viagem sagrada que todo muçulmano adulto deve realizar ao menos uma vez na vida, caso tenha condições físicas e financeiras. Ele enfatizou que a Ummah Islâmica, ou comunidade global do Islã, possui capacidades e interesses comuns que podem moldar a nova ordem e a futura arquitetura do Oriente Médio e do mundo.

Em sua declaração, Khamenei expressou um convite sincero a todos os governos e países islâmicos para que promovam amizade e cooperação, com o objetivo de avançar em prol da Ummah Islâmica. O Líder Supremo também pediu que os peregrinos iranianos informassem os muçulmanos de outras nações sobre a suposta “vitória” do Irã na guerra contra a agressão dos EUA e de Israel.

Khamenei destacou que o tempo está mudando e que os países da região não permitirão mais a instalação de bases militares dos EUA. “Os Estados Unidos não só não terão mais um refúgio seguro para suas artimanhas e para o estabelecimento de bases militares na região, como, dia após dia, estão se distanciando cada vez mais de seu antigo status”, afirmou.

Após a morte de Ali Khamenei, que ocupou o cargo de Líder Supremo por 36 anos, Mojtaba Khamenei assumiu a posição, sendo escolhido pela Assembleia dos Especialistas, composta por 88 clérigos religiosos eleitos por voto popular. O Líder Supremo do Irã exerce um papel fundamental como Poder Moderador, mantendo laços diretos com As Forças Armadas, que não se reportam ao Executivo.

O sistema político iraniano, além do Executivo, do Parlamento e do Judiciário, é complementado pelo Conselho dos Guardiões, que conta com 12 membros. Seis deles são indicados pelo Líder Supremo e os outros seis pelo Parlamento. Este conselho tem a função de verificar se as leis aprovadas respeitam os princípios morais e religiosos da República Islâmica, conforme estabelecido na Constituição do Irã.

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