O aiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, reiterou nesta quinta-feira (27) sua postura firme em relação aos Estados Unidos e Israel, afirmando que o país enfrenta o que chamou de "segunda e a terceira guerras impostas americano-sionistas". Ele enfatizou a importância de respostas robustas às "exigências arrogantes dos opressores" em uma mensagem enviada ao Parlamento iraniano, contextualizando suas declarações em meio à crescente escalada militar no Golfo Pérsico.
Na mensagem, Khamenei acusou forças externas de tentarem "render" o Irã através de guerra, pressão econômica e cerco político e midiático, além de fomentar divisões internas após o que ele qualificou como fracassos militares contra a nação persa. Essa retórica reflete um momento crítico nas relações internacionais do Irã, especialmente com a intensificação das tensões na região.
O líder iraniano também destacou a necessidade de uma "economia de resistência", uma diretriz central da República Islâmica para enfrentar as sanções impostas pelo Ocidente. Ele afirmou que o país deve priorizar a estabilidade econômica, o controle da inflação, o combate à corrupção, a geração de empregos e o fortalecimento da produção nacional, enfatizando um caminho autossuficiente para o desenvolvimento.
As declarações de Khamenei coincidem com um aumento das tensões no Estreito de Ormuz, onde a televisão estatal iraniana reportou que forças do país interceptaram duas embarcações e forçaram outras duas a recuar, como resposta a ataques americanos recentes contra Bandar Abbas.
As hostilidades entre EUA e Irã se intensificaram, com relatos de troca de ataques e a diminuição das esperanças de um acordo sobre o controle do Estreito. Nos últimos dias, os EUA realizaram ataques em solo iraniano sob a justificativa de legítima defesa, enquanto a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que 26 navios atravessaram o Estreito de Ormuz em um intervalo de 24 horas, reafirmando seu controle sobre essa passagem marítima crucial.
A IRGC também comunicou que uma base aérea dos EUA foi alvo de um ataque na madrugada desta quinta-feira, em retaliação a um bombardeio americano anterior em um local próximo ao aeroporto de Bandar Abbas. A Guarda Revolucionária acusou a instalação militar americana de ser a origem da ofensiva contra o Irã, ressaltando que tais ações constituem uma violação do cessar-fogo vigente.