Na quarta-feira (8), os policiais militares que participaram da abordagem que culminou na morte de Wellington dos Santos Vieira, de 27 anos, em Anastácio, foram liberados. Eles haviam sido detidos na última sexta-feira (3) após o caso ganhar destaque, especialmente por conta de gravações de câmeras de segurança que registraram o ocorrido.
Wellington faleceu na madrugada de 31 de março, enquanto tinha um mandado de prisão em aberto. Ele era suspeito de envolvimento na morte de Maria Clair Luzini e Vilson Fernandes Cabral. A família do jovem contesta a versão oficial, alegando que ele foi atingido por um tiro nas costas durante o confronto.
Os policiais foram inicialmente afastados de suas funções, e a Corregedoria-Geral da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) solicitou a prisão, que foi autorizada pelo Poder Judiciário. Após a expedição do alvará de soltura na quarta, os dois foram liberados do PME (Presídio Militar Estadual).
A Aspra-MS (Associação dos Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul) afirmou que a soltura é uma forma de garantir os direitos dos policiais e evitar estigmas sobre a atuação da corporação. A associação destacou que essa liberdade é importante para a motivação dos militares que atuam nas ruas.
De acordo com os policiais que realizaram a abordagem, Wellington teria sacado uma faca da cintura durante a ação. O boletim de ocorrência menciona que, ao receber a ordem de parada, o jovem teria investido contra um membro da equipe com o objeto.
A defesa da vítima alega que a ação dos militares foi uma execução, e que o caso será investigado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). A defesa argumenta que as imagens não corroboram a versão de confronto, e que Wellington estava rendido no momento do incidente.
Com informações midiamax.com.br