O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, está acelerando sua pré-campanha visando a reeleição. Nos últimos trinta dias, Lula manteve um ritmo de trabalho mais intenso, realizando um anúncio por dia e visitando, em média, um estado a cada quatro dias. Essa mudança de abordagem ocorre em função da proximidade do período de defeso eleitoral, que inicia em 4 de julho, quando o governo estará sujeito a restrições como a proibição de inaugurações e publicidade.
Nesta semana, o presidente tem programadas visitas ao Rio de Janeiro e a São Paulo. Durante o período de 20 de maio a 19 de junho, Lula fez 27 anúncios relacionados a entregas de governo, conforme levantamento realizado. Aliados do presidente expressam preocupação, considerando que ainda não foi adotado um “modo eleição”, o que pode representar uma desvantagem em relação a seus adversários. Assim, há um esforço para alinhar os compromissos de entrega de projetos e a pré-campanha.
Os três maiores colégios eleitorais do Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, foram visitados por Lula nesse intervalo, e a expectativa é que essa agenda de entregas se intensifique ainda mais até a data limite de 4 de julho.
O PT oficializará a candidatura de Lula à reeleição em 1º de agosto, durante uma convenção que ocorrerá em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A partir de 16 de agosto, com o registro da candidatura, a campanha começará oficialmente, permitindo ações como pedidos de voto, distribuição de material gráfico e comícios, conforme permitido pela Justiça Eleitoral.
Para a campanha, o partido determinou que irá dispor do valor máximo autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral para gastos eleitorais, que é de até R$ 105 milhões no primeiro turno. Caso Lula avance para o segundo turno, esse valor poderá chegar a R$ 157 milhões. Além disso, o PT contará com um total de R$ 615,3 milhões do Fundo Eleitoral para as eleições de 2026.