A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição confirmou que o candidato não participará do primeiro debate eleitoral, que será promovido pela Band no domingo, dia 23. Informações de interlocutores da campanha já indicavam que a probabilidade de Lula comparecer era baixa, e a equipe sequer solicitou credenciais para o evento. A avaliação é de que o petista seria o principal alvo de Flávio Bolsonaro e de outros candidatos da direita e centro-direita.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) já havia retirado suas credenciais e aguardava a definição de Lula para decidir sua participação. Aliados afirmam que Flávio está preparado para o debate e deseja confrontar Lula diretamente. No entanto, a estratégia da campanha do senador mudaria caso o presidente optasse por não participar, pois nesse cenário a expectativa é de que Flávio também não compareça.
A análise na campanha de Flávio é de que, sem Lula no debate, o senador se tornaria o alvo principal dos concorrentes, o que não traria vantagens para sua participação. Por outro lado, Ronaldo Caiado confirmou presença e planeja direcionar seus ataques tanto a Lula quanto a Flávio, buscando se posicionar como uma alternativa aos dois principais candidatos.
Os candidatos Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) também têm a intenção de participar do debate. Com pouca visibilidade na propaganda eleitoral na TV, ambos enxergam o evento como uma oportunidade valiosa para se apresentar ao eleitorado, expor suas propostas e criar conteúdos que possam ser utilizados nas redes sociais posteriormente.
Recentemente, a pesquisa Datafolha revelou que 50% dos eleitores desaprovam Lula, enquanto 47% expressam aprovação ao seu governo. Essa situação pode influenciar a dinâmica do debate, uma vez que os candidatos buscam maximizar suas chances de se destacar diante do eleitorado em um cenário competitivo.