O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, neste sábado (28), o apoio do Brasil à candidatura da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, para a posição de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula argumentou que é hora de a ONU, após oito décadas, ser liderada por uma mulher.
A candidatura de Bachelet foi inicialmente apresentada pelos governos do Chile, Brasil e México no início de fevereiro. Contudo, na última terça-feira (24), o Chile retirou seu apoio, citando a dispersão das candidaturas latino-americanas e divergências com outros atores do processo eleitoral como razões para a decisão.
Apesar disso, o governo chileno declarou que, caso Bachelet decida seguir com sua candidatura, o país se absterá de apoiar qualquer outro candidato, reconhecendo o histórico da ex-presidente. O México, sob a liderança da presidenta Claudia Sheinbaum, também mantém seu apoio à candidatura de Bachelet.
Lula defendeu, em suas redes sociais, que Bachelet possui "todas as credenciais" para ser a primeira mulher latino-americana a liderar a ONU, destacando sua experiência e contribuições para a paz e o desenvolvimento sustentável. Atualmente, António Guterres ocupa a posição de secretário-geral da ONU, cargo que assumiu em 1º de janeiro de 2017 e que será renovado em 2027.