O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, revelou nesta terça-feira que o processo de negociação de um acordo com o Irã pode demorar alguns dias, o que frustra as expectativas de um desfecho breve para o conflito. A declaração ocorreu um dia após as forças americanas terem realizado ataques no sul do Irã, que foram considerados defensivos pelo governo de Washington.
Rubio explicou que esses ataques tinham como alvos barcos que tentavam colocar minas e locais de lançamento de mísseis. Ele enfatizou a importância de manter o Estreito de Ormuz aberto, afirmando que isso precisa acontecer 'de um jeito ou de outro'.
Apesar da expectativa de um acordo, a confiança do consumidor nos EUA e dados do setor externo continuam a ser monitorados de perto. Mesmo com os ataques aéreos, o Dow Jones Futuro apresentou alta, refletindo a continuidade das apostas em um acordo positivo.
O ex-presidente Donald Trump também se manifestou sobre o andamento das negociações, afirmando que elas estavam 'prosseguindo bem'. Ele alertou, no entanto, que novos ataques poderiam ocorrer caso as conversas não levassem a um resultado satisfatório. Trump ressaltou que o ideal seria um 'grande acordo para todos ou nenhum acordo'.
A situação no Irã se complica ainda mais com a informação de que o país derrubou um drone furtivo, que teria sido considerado 'hostil', utilizando um novo sistema de defesa aérea. Essa ação foi noticiada por agências de notícias iranianas, embora não tenha sido especificado de onde o drone se originou.
Os ataques realizados pelos EUA coincidiram com a presença do principal negociador iraniano e do ministro das Relações Exteriores em Doha, onde discutiam um possível acordo com o primeiro-ministro do Catar para encerrar a guerra que já dura três meses. Rubio, em sua fala em Nova Delhi, destacou que os EUA dariam todas as chances para que a diplomacia fosse bem-sucedida antes de considerar outras alternativas.