A Lockheed Martin anunciou a assinatura de um contrato que permitirá a integração do míssil Patriot, um interceptador de mísseis do Exército dos Estados Unidos, ao sistema de combate Aegis da Marinha. Esta é a primeira vez que essa arma será utilizada em embarcações navais, conforme informado pela empresa nesta terça-feira.
Os planos da Marinha para equipar seus navios com os interceptadores Patriot Advanced Capability-3 Missile Segment Enhancement (PAC-3 MSE) foram revelados em outubro de 2024, impulsionados pela preocupação com a possibilidade de a China utilizar armas hipersônicas para atacar embarcações no Pacífico. Esta iniciativa visa reforçar a defesa antimísseis da frota de destróieres da Marinha dos EUA.
A Lockheed Martin tem trabalhado na integração do sistema há vários anos, e o novo contrato representa um avanço significativo nessa direção. A adoção dos PAC-3 MSE é justificada pela sua agilidade superior em relação aos interceptadores atualmente disponíveis na Marinha, além de seu conceito 'hit to kill', que possibilita atingir o alvo diretamente, aumentando sua eficácia contra mísseis balísticos de manobra com alta velocidade.
A implementação do PAC-3 MSE proporcionará uma proteção adicional às embarcações de guerra que já estão equipadas com o sistema Aegis, que atualmente utiliza interceptadores da família de mísseis Standard, como os SM-2, SM-3 e SM-6, além do míssil RIM-162 Evolved SeaSparrow.
A demanda pelos mísseis Patriot tem crescido de forma significativa. Um acordo firmado entre a Lockheed Martin e o Pentágono em janeiro prevê que a produção do interceptador triplicará nos próximos sete anos, passando de aproximadamente 600 mísseis por ano para mais de 2.000, refletindo a crescente necessidade de defesa contra ameaças modernas.