O agronegócio brasileiro, já reconhecido por sua liderança na produção mundial de alimentos, inicia um novo capítulo focado na inovação tecnológica. Em 1º de outubro, foi apresentado o AgroValley MS, um ecossistema dedicado à aceleração de startups que visam desenvolver soluções inovadoras para o agro tropical do Brasil.
O projeto é uma iniciativa da VivaTerra Ventures, uma gestora que planeja investir até R$ 150 milhões em startups do setor e que está atualmente em fase de captação do seu primeiro fundo de investimentos. O AgroValley MS é fruto de uma colaboração entre a Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), a Fundação MS e o Governo de Mato Grosso do Sul, com suporte tecnológico da Google Cloud.
A proposta do AgroValley MS é estabelecer uma rede de conexão entre startups, produtores rurais, pesquisadores e investidores, com o intuito de acelerar o desenvolvimento de tecnologias focadas em inteligência artificial, robótica, análise de dados, biotecnologia e práticas de agricultura de baixo carbono.
Durante o evento de lançamento, o governador Eduardo Riedel, acompanhado do vice-governador José Carlos Barbosa, ressaltou que a criação do AgroValley MS é um resultado de uma estratégia baseada em políticas públicas que promovem a inovação, a educação e um ambiente propício para investimentos. Riedel enfatizou a importância de gerar um ambiente institucional que seja positivo, transparente e que apoie diversas iniciativas.
O governador também destacou que a transformação digital já está trazendo resultados concretos em Mato Grosso do Sul, tanto na educação quanto no setor agropecuário, aproximando a tecnologia da gestão pública e da produção rural. Ele mencionou o evento “Raízes do Futuro”, uma parceria com o Google, que trouxe inovações significativas para o sistema produtivo local.
A iniciativa AgroValley MS inclui diversas ações, como mentorias, hackathons, pesquisas aplicadas e formação de talentos, além do desenvolvimento de soluções inovadoras. O objetivo é fortalecer a conexão entre o conhecimento acadêmico e as necessidades reais do setor produtivo, criando um ambiente favorável para o surgimento de novas ideias e tecnologias no agronegócio brasileiro.