O Paraguai, que atualmente ocupa a presidência pro tempore do Mercosul, está avaliando a possibilidade de oferecer uma nova parceria à Venezuela. O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, mencionou em entrevista que o bloco pode reavaliar a suspensão do país, que está em vigor desde 2017. No entanto, a reintegração da Venezuela ao Mercosul não deve ocorrer de maneira imediata, uma vez que a concordância de todos os membros é necessária, o que ainda não está garantido.
A proposta de reinserção da Venezuela, conforme apontado por Alckmin, se encaixaria em um “novo momento” para o país, com o objetivo de normalizar sua situação. Fontes indicam que essa normalização é vista como um desejo não apenas para a Venezuela, mas também para a estabilidade da região, especialmente para o Brasil.
Uma alternativa em discussão é a criação de uma nova categoria que reflita um grau de associação, similar ao que existe para o Panamá, que é um Estado associado. Esse tema deve ser abordado na próxima cúpula do Mercosul, programada para ocorrer em Assunção no meio do ano.
Recentemente, Em Washington, surgiram indícios de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) poderia ser um caminho viável para a reinserção da Venezuela. Está em pauta a possibilidade de aportes financeiros ao país, embora essa questão ainda esteja em fase inicial. A discussão em um ambiente regulado como o do FMI é vista como preferível, pois implica no aval dos Estados Unidos, o que é considerado um aspecto importante.
Desde o ataque americano a Caracas que culminou na captura de Nicolás Maduro, o governo brasileiro tem demonstrado preocupação em evitar um cenário caótico na Venezuela. Esse é um ponto em que as agendas brasileira e americana podem alinhar-se de forma construtiva.
Em um cenário marcado por uma crise energética significativa e a falta de um desfecho claro para a guerra no Oriente Médio, proporcionar estabilidade econômica e jurídica à Venezuela pode reposicionar o país como um ator relevante, transformando-o em uma oportunidade de negócios. O governo venezuelano, por sua vez, busca atrair investimentos estrangeiros nos setores de energia e mineração, agora com a chancela americana.
Com informações jota.info