A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro decidiu deixar a presidência do PL Mulher, o que abre a possibilidade de sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. A informação foi divulgada nesta terça-feira (30), mas não há esclarecimentos sobre seu futuro político na nota em que anunciou sua saída.
Aliados de Michelle afirmam que ela ainda não tomou uma decisão definitiva sobre se irá concorrer, pois agora se dedicará a cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro e da filha. A definição sobre sua candidatura precisa ser feita antes das convenções partidárias, que estão programadas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.
Até o momento, a ex-primeira-dama nunca confirmou publicamente seu desejo de disputar um cargo, embora também não tenha negado essa possibilidade. Quando questionada, ela costuma mencionar que suas decisões políticas estão nas mãos de Deus e serão definidas em conjunto com seu marido, Jair Bolsonaro.
A saída de Michelle do PL Mulher se deu após um desentendimento público com o senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato do PL à Presidência da República. Recentemente, em vídeos nas redes sociais, Michelle expressou ter se sentido "maltratada", "desrespeitada" e "humilhada" pelo filho mais velho de Bolsonaro.
Na mesma terça-feira, Michelle se reuniu com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que busca mitigar a crise interna no partido. Durante o encontro, ela comunicou sua decisão de deixar o cargo, alegando que sua prioridade agora é cuidar de sua família. No comunicado, Michelle escreveu que, após refletir com seu marido sobre a situação familiar, optou por se dedicar integralmente aos cuidados de Jair e de sua filha.
Valdemar Costa Neto, em nota, destacou o crescimento do PL e reconheceu que divergências internas são inevitáveis. Ele ressaltou que, apesar das diferenças, o que une o partido é maior do que as discordâncias. O dirigente também elogiou o trabalho de Michelle à frente do PL Mulher e pediu respeito à sua decisão.