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Ministério Público denuncia infiltração do PCC em empresas de transporte de São Paulo

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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou um esquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte público na cidade de São Paulo. De acordo com as investigações, aproximadamente 12 das 22 empresas que operam no transporte coletivo estariam controladas pela facção criminosa. A denúncia, a qual teve acesso a reportagem, expõe um suposto esquema que visa a exploração do tráfico de drogas, a lavagem de bens e a inserção de membros do PCC no poder público, seja por meio de candidaturas ou outras formas de conexão com a administração pública.

A apuração gerou a Operação Vectura Corrupta, realizada no dia 17 de setembro de 2023, com o apoio da Polícia Civil e do Ministério Público. Foram expedidos 16 mandados de prisão, incluindo alvos notáveis como o ex-vereador Milton Leite, do União Brasil, e Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da São Paulo Transporte (SPTrans).

A investigação teve início após a apreensão do celular da esposa de Anderson Manzini, um indivíduo preso desde 2002 e considerado um dos líderes do PCC. Análises do aparelho revelaram conexões e um esquema organizado para a lavagem de dinheiro oriundo de atividades criminosas, especialmente o tráfico de drogas. As informações também sugeriram uma tentativa de infiltração do crime organizado nas eleições municipais de Praia Grande, no litoral paulista.

Além disso, as investigações identificaram ligações entre o político Danilo Marco Morgado Silva, do PL, e Marlon Rosa, evidenciando contatos desde as eleições de 2020. Naquele ano, ambos foram alvo de investigações do Ministério Público relacionadas a possíveis irregularidades. Danilo também teria realizado pagamentos regulares a José Daniel Satilite, além de atuar na captação de empresas para o controle da organização criminosa, como nas negociações envolvendo a Usina Campo Limpo e a refinaria Fanal.

O empresário Sergio Luiz Gaevard é mencionado como um dos principais aliados do advogado Milton Mello Mirleu, atuando como intermediário entre a organização e o advogado. Em várias transcrições de diálogos, Gaevard aparece diretamente envolvido nas ações da facção criminosa.

Paulo Siqueira Korek Farias, identificado como empresário e proprietário das empresas Translider e A2, é considerado um “testa de ferro” da organização. Ele opera no setor de transportes, gerenciando interesses do crime organizado, e também preside o Esporte Clube Água Santa.

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