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Ministro do STF ordena entrega de cópia do celular de Vorcaro pela PF

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) entregue uma cópia da mídia do celular de Daniel Vorcaro até as 23 horas deste domingo, 13 de setembro. Vorcaro está preso preventivamente sob acusações de fraudes no Banco Master, e o material em questão foi utilizado pela PF para elaborar um relatório que revela diálogos entre o ex-banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento sobre a abertura de investigação contra Moraes está agendado para a próxima terça-feira, 15 de setembro.

A decisão de Zanin em solicitar acesso ao conteúdo do celular antes da presidência é fundamentada na alegação de que as provas devem ser acessíveis ao plenário do STF e seus membros, em vez de serem restritas a um único integrante. O ministro destacou a urgência da análise das provas para o julgamento que se aproxima, enfatizando que seu gabinete ainda não teve acesso ao material, apesar de diversas solicitações feitas anteriormente.

Zanin também contestou a ideia de hierarquia entre os ministros do STF, ressaltando que a mídia já foi compartilhada com os advogados de Vorcaro, além de ter sido enviada ao Congresso Nacional para instruir a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), conforme determinação do ministro André Mendonça. O ministro argumentou que a PF confirmou a possibilidade de fornecer cópias da mídia a todos os gabinetes do STF sem comprometer a preservação da cadeia de custódia, que é essencial para a integridade das provas.

Em um despacho anterior, Mendonça expressou preocupações de que a liberação do material poderia causar tumulto no julgamento e colocar em risco a investigação em andamento. A tensão entre os ministros do STF aumentou após a divulgação de um relatório da PF, que revelou a troca de mensagens e supostos encontros entre Moraes e Vorcaro, resultando em um pedido de investigação contra Moraes por parte de Mendonça.

A crise institucional no STF se intensificou, levando o presidente do tribunal, Edson Fachin, a adotar medidas para conter a situação. Dentre as ações, está a retirada de Moraes da relatoria do inquérito das fake news, que agora será gerido pela presidência do STF. Além disso, Fachin suspendeu liminares concedidas por Mendonça e por Flávio Dino, que resultaram no afastamento e na reintegração do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

O julgamento sobre a investigação contra Moraes está marcado para o dia 15 de setembro, enquanto a análise do pedido de investigação contra Mendonça ficou agendada para o dia 23 de setembro. A situação atual reflete a complexidade e a tensão nas relações entre os membros do STF e as implicações das investigações em andamento.

Com informações jota.info

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