Na manhã do último domingo, o navio porta-contêineres Touska, que navega sob bandeira iraniana, foi abordado e apreendido por forças dos Estados Unidos nas proximidades do porto de Chabahar, localizado no Golfo de Omã. Fontes de segurança marítima afirmaram que a embarcação pode estar transportando materiais considerados de uso duplo, que poderiam ser empregados em atividades militares. A última posição do Touska foi registrada às 10h08 (horário de Brasília) por meio de dados da plataforma Marine Traffic.
O Touska é parte do grupo Islamic Republic of Iran Shipping Lines (IRISL), que já está sob sanções impostas pelos EUA. O Comando Central dos EUA afirmou que a tripulação do navio não atendeu a repetidos avisos durante um período de seis horas, configurando a violação de um bloqueio estabelecido. Fontes anônimas indicaram que a embarcação pode ter vindo da Ásia e já transportou anteriormente itens com potencial de uso militar.
Entre os materiais que poderiam estar a bordo, o Comando Central dos EUA mencionou a possibilidade de haver metais, tubos e componentes eletrônicos, que têm aplicações tanto militares quanto industriais. O Ministério das Relações Exteriores do Irã não se manifestou a respeito do caso até o momento.
Em resposta à apreensão, os militares iranianos alegaram que o navio estava vindo da China e acusaram os EUA de praticar ‘pirataria armada’. A mídia estatal iraniana noticiou que As Forças Armadas do Irã se disseram preparadas para confrontar as forças norte-americanas em caso de agressão, embora tenham apontado que a presença de familiares de membros da tripulação limita suas ações.
A China também expressou preocupação com a abordagem forçada do navio pelos EUA, solicitando que as partes envolvidas respeitem o acordo de cessar-fogo de forma responsável. Na plataforma Truth Social, o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou sobre a apreensão, afirmando que o Touska está sob sanções devido a um histórico de atividades ilegais e que as forças americanas estão atentas ao que pode estar sendo transportado.
A Marinha dos EUA, em um comunicado divulgado na quinta-feira, ampliou seu bloqueio marítimo contra o Irã para incluir cargas consideradas contrabando, enfatizando que embarcações suspeitas de tentar alcançar o território iraniano estarão sujeitas ao direito de visita e busca, especialmente em relação a armamentos e munições.