Destinada a surdos e a pessoas com deficiência auditiva, a oficina não exige que os participantes sejam usuários de Libras ou tenham um nível específico de oralidade. Também estão convidados educadores musicais, professores, intérpretes de Libras e todos que se interessarem por práticas de educação inclusiva.
Os encontros incluirão atividades práticas e lúdicas que abordam conceitos como ritmo, pulsação, tempo, compasso, intensidade, altura e dinâmica musical. As vivências serão realizadas através de jogos, movimentos e experimentações corporais, promovendo a interação entre os participantes.
Danilo Cabral, músico e educador musical, é o idealizador do projeto e destaca a importância de romper a ideia de que a música é um campo restrito aos ouvintes. Ele afirma que "a música não é só ouvir. Ela também é corpo, vibração e movimento". Segundo ele, por muito tempo, pessoas surdas e com deficiência auditiva foram excluídas das experiências musicais, como se a música dependesse apenas da audição.
A primeira edição da oficina ocorreu em 2022, em um formato intensivo. Agora, com a nova abordagem, os participantes poderão desfrutar de uma experiência mais completa com um total de dez encontros. O projeto conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).