Nesta segunda-feira (24), a Polícia Civil de São Paulo deu início à segunda fase da Operação Ouro Reverso, focada em uma rede criminosa suspeita de roubar joias de ouro nas ruas, derreter o metal e reintegrá-lo ao mercado. A investigação começou a partir de um colar avaliado em R$ 2 milhões, que o influenciador Buzeira presenteou ao jogador Neymar durante um cruzeiro realizado em 2023.
A operação, conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), resultou no cumprimento de 28 mandados de busca e apreensão, além de quatro mandados de prisão. A Justiça ainda determinou o bloqueio de R$ 34,6 milhões em contas dos indivíduos investigados. É importante ressaltar que Neymar não está sendo investigado neste caso e não há evidências de sua participação no esquema. A polícia também não afirma que o ouro do colar tenha origem ilícita.
Em 2023, Bruno Aleksander, conhecido como Buzeira, fez a entrega do colar cravejado de ouro e prata a Neymar durante um evento em um cruzeiro organizado pelo jogador. A peça foi exibida em um vídeo compartilhado nas redes sociais, tornando-se um assunto amplamente comentado. Em um vídeo, Neymar demonstrou agradecimento pela joia, e os dois amigos foram vistos se divertindo com a situação.
A repercussão em torno do colar levou a polícia a investigar Douglas Bonetti Rocha, conhecido como "Jimmy", que foi apontado como o fabricante da joia. A partir de seus depoimentos e outras diligências, a Polícia Civil instaurou um novo inquérito com o objetivo de apurar a origem do ouro utilizado na confecção do cordão.
A investigação ainda se expandiu, alcançando uma rede de comerciantes e intermediários suspeitos de receptação de ouro oriundo de furtos e roubos. Entre os envolvidos, estão indivíduos que atuam em diversas áreas do comércio ilegal de joias, ampliando o escopo das apurações em curso. A operação busca não apenas identificar os responsáveis, mas também entender a extensão da rede criminosa em funcionamento na região de São Paulo.
A continuidade dessas investigações é fundamental para desmantelar esquemas que afetam a segurança e a integridade do comércio de joias, algo que ainda está sendo analisado pela Secretaria de Segurança Pública e outras autoridades competentes.
Com informações otempo.com.br