Um grupo de conselheiros e associados do Corinthians protocolou um pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile, alegando possíveis irregularidades em sua gestão. O foco principal das acusações está na contratação de empresas de segurança, como a Mega ASSESSORIA Operacional Ltda., que, de acordo com os denunciantes, prestou serviços ao clube sem um vínculo formal e está sob investigação do Ministério Público.
O documento, acessado por meio do Lance!, revela que a Mega ASSESSORIA foi contratada em 03 de julho de 2025, apenas seis dias após o afastamento de Augusto Melo, e que Osmar Stabile é sócio de Fernando José da Silva, atual gerente operacional do Corinthians. Os conselheiros afirmam que a contratação foi feita de forma emergencial e criticam a falta de parecer e autorização do Conselho de Orientação (CORI), como estipulado pelo Estatuto Social, especificamente no artigo 119 §2º, que exige cotações obrigatórias.
Além disso, o grupo denuncia que Stabile também contratou a Bear Security Ltda. sem a realização de um processo de concorrência e sem os registros formais necessários. A empresa, que foi criada em janeiro de 2025, começou a emitir Notas Fiscais para o clube apenas após a posse do presidente. Os conselheiros acrescentam que a Bear Security já prestava serviços à família Stabile antes de se tornar fornecedora formal do Corinthians.
As acusações levantadas pelos conselheiros refletem um descontentamento crescente em relação à gestão de Osmar Stabile, especialmente no que diz respeito à transparência e à conformidade com as normas estabelecidas. O pedido de impeachment é um dos desdobramentos mais significativos em meio a um cenário de incertezas que envolve a administração do clube.
Com essa movimentação, a pressão sobre a diretoria corinthiana aumenta, e a expectativa é que o caso ganhe novos contornos nos próximos dias. O desfecho deste impasse poderá ter implicações significativas na governança do Corinthians e na relação entre a diretoria e seus associados.
Com informações otempo.com.br